É ASSIM QUE EU ME SINTO!

É assim que eu me sinto: como se eu estivesse entrando em uma roupa bem justa e tivesse que fazer várias manobras (durante a vida) para que a roupa pudesse entrar (para me adequar a sociedade em que vivo).

É assim que eu me sinto: presa as exigências, as regras e as normas da sociedade, da qual faço parte. Me incomoda, mas não sei como sair disso. Ou sei? Só sei que tudo faz parte de um grande aprendizado que necessito passar, para o meu aprimoramento enquanto Ser encarnado.

Mudanças acontecem o tempo todo, seja no âmbito profissional, familiar, social ou religioso. Isso é bom, mas às vezes cansa.

Me sinto sufocada por ter que me adaptar a um sistema ao qual percebo que eu não caibo mais, mas faço parte. Então como sair disso? Eu sei, não é sair, é integrar: não como eu fazendo parte dele, mas o sistema fazendo parte de mim. Perceber de fora para dentro e não de dentro para fora. Olhar desta forma muda a perspectiva do macro para o micro.

Muitas transformações são necessárias para que possamos nos reencontrar com a nossa divindade, o Ser genuíno que nasceu do Amor Verdadeiro, Divino, da Fonte de Tudo o Que É. Esse Ser sou Eu.

Sinto que eu vim de uma terra bem distante e aqui “caí”, para experienciar situações que possibilitem o meu desenvolvimento como Ser Humano.

Estou cansada, mas sei que a jornada é necessária.

Oscilações emocionais é o que tem de mais conflitante para o Ser Humano, se ele conseguisse dar conta disso conseguiria levar a vida de forma mais tranqüila e fluida. Acredito que o único controle que o Humano possa ter na vida é de suas próprias emoções e pensamentos, justamente para os quais ele menos dá bola. Quer controlar o que não é controlável, o externo. Seu maior aprendizado na jornada terrena é controlar a si mesmo. Ou não?!

É assim que eu me sinto: como alguém que chega em uma festa de gala fantasiada para uma festa de carnaval. Me sinto estranha diante das pessoas, a impressão que eu tenho que não há sintonia entre mim e os outros convidados, ou pelo menos com a maioria deles. Tenho a sensação que muitos representam, em seus papéis, o que não são, mas vestem suas “máscaras” para serem aceitos, queridos e respeitados. Vejo isso de longe, observo todos que ali estão, como expectadora, é um movimento estranho, mecânico, pouco natural, forçado de alguns. Já me senti assim.

É assim que eu me sinto: como se algo dentro de mim quisesse expandir, ir além do que eu posso imaginar, mas sinto-me presa em uma bola redonda azul. Aqui é pequeno demais para mim. Ao mesmo tempo que percebo que consigo alcançar vôos mais altos, e sei que sou capaz, algo me limita, me prende. Minhas crenças talvez?

É assim que eu me sinto: em busca de alguma coisa que nem sei exatamente o que é, ou algumas vezes até acredito que sei, mas temo, por que percebo que Isso que busco é tão grande que dá medo, é como se eu não fosse dá conta do que me espera, fora da caixinha que eu mesma criei. Parece que é muito para mim as infinitas possibilidades que tem lá fora. Sei que não é. Então o que me impede de voar mais e mais? Acredito que seja algumas situações que passei durante a vida e também conceitos que aprendi, que me impedem de seguir. Sim, por que eu permito.

Muitas dessas situações e conceitos ainda não tenho consciência estão submersos no meu inconsciente, e quando, mesmo que levemente, tentam subir ao meu consciente nego novamente. Por que me fazem sofrer. Não quero reconhecê-las, muito menos aceitá-las como parte de mim. Isso dói. Mas sei que enquanto eu não acolher em meu coração tudo que me pertence não me libertarei, e assim, posso passar a vida toda em um círculo vicioso sem ver saídas.

Acredito que ao me apoderar do que faz parte de mim, seja lá o que for, estarei livre para seguir na vida e sair da limitação consciencial que eu mesma criei em meu entorno.

Sei tantas coisas, por que não faço então? Acredito que seja por que me acostumei por muito tempo ficar no papel de vítima e inconscientemente, ou não, quero ser vista, quero chamar a atenção, quero ser querida, amada, respeitada…

Olhem para mim!

Sei que não preciso chamar mais atenção, mendigar carinho ou um olhar de agrado. Sei até como fazer o que preciso fazer. Por que não faço então? Acredito que seja também porque fico nos porquês e não parto para Ação. Sim, acredito que seja isso mesmo Ação.

Então agora parto para a Ação…

Sem Ação não há evolução.

Do que vale um pássaro saber que precisa voar se ele não movimentar as asas para alçar vôo?

Sawabona!

_______________________________________________________________________

Este artigo foi escrito em maio de 2015, mas só agora publicado. Talvez você se identifique…

O que mudou? O meu mundo interno… e automaticamente a minha posição diante da vida…

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Topo
Open chat